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O ‘velho’ problema de sempre. Os jovens estudantes angolanos que saíram em busca de uma formação superior por intermédio do Instituto Nacional de Gestão de Bolsas de Estudos (INAGBE), na Federação Russa, clamam por ajuda da comunicação social, por encontrarem-se em condições que eles mesmos classificam como sendo constrangedoras, uma vez que há pouco mais de 6 meses, que os estudantes encontram-se a passar fome, aluguer das residências em atraso com risco de expulsão das mesmas e sem meios para pagar os transportes públicos para se deslocarem até as universidades.

UEA Russia

O Instituto Nacional de Gestão de Bolsas de Estudo (INAGBE) não tem enviado dinheiro aos estudantes bolseiros na Rússia à cinco meses, e os mesmos têm passado por grandes dificuldades.

Estes estudantes têm passado por diversas dificuldades desde o segundo semestre de 2015, e muitas das vezes são obrigados a pagar as dívidas do seu próprio bolso porque o INAGBE não tem lhes prestado assistência financeira.

O INAGBE não tem pago as Universidades nas quais encaminharam estes estudantes angolanos bolseiros, nem o residencial estudantil. No entanto, por não indemnizarem as universidades, os estudantes não podem ter acesso as salas de aula e as residências estudantis.

Leia a carta na integra enviada pela UEA para o AngoRussia :

UEA/RUSSIA

FEDERAÇÃO RUSSA

ASSOCIAÇÃO DOS PRESIDENTES DAS UEA DA RUSSIA 

A REDAÇAO DA ANGORUSSIA

LUANDA

RECLAMAÇÕES DOS ESTUDANTES NA RUSSIA DEVIDO A FALTA DOS SEUS COMPLEMENTOS DE BOLSA À 6 MESES  

A Associação dos presidentes das uniões dos estudantes angolanos na Federação Russa, vem por este meio manifestar as suas insatisfações de acordo os direitos dos Bolseiros Externos que são meramente violados pelo INAGBE e aos seus encargos para com os bolseiros externos, não cumprem a tempo oportuno, de acordo com o decreto presidencial, passando mais de 6 meses para se fazer o pagamento dos subsídios, das universidades, seguros de saúde, fazendo os estudantes passar muitas necessidades vitais como fome, frio, desespero, e frustração.

A associação já contactou o embaixador de Angola na Rússia por meio de uma carta pedindo audiência a fim de apresentarmos as nossas inquietações, infelizmente tivemos uma resposta não muito positiva por parte do nosso responsável máximo na Rússia, alegando que este problema deve ser resolvido com o SAE (Sector de Apoio aos Estudantes) que pouco faz ou fez durante estes 6 meses de atraso do complemento de bolsas, sabemos também que essa situação ultrapassa a competência da SAE. Escrevemos essa carta sabendo que o vosso órgão de comunicação social é credível e passarão a nossa mensagem ao público em geral e aos Ministérios de tutela, ao Banco Nacional de Angola e outros bancos comerciais visto que os nossos parentes também não conseguem nos enviar pelo menos 100 USD (cerca de 16.274 Kwanzas).

Considerando necessária a continuidade e o aproveitamento estratégico da formação de quadros de nível superior no exterior do Pais, que deve ser efectivada em áreas consideradas vitais para o desenvolvimento célere e integrado do país.

Os estudantes no exterior recebem subsídios de dois em dois meses e que na sua maioria das vezes recebemos depois de 4 meses, ficando este tempo todo com fome.

O INAGBE esquece-se dos nossos direitos, sabendo que lhes são atribuídos encargos, como a periodicidade do subsídio de Bolsas de Estudos Externas conforme se refere nos regulamentos da bolsa no capítulo 1º do seu artigo 8º e alíneas:

  • O subsídio de bolsas de estudos externos serve para custear dois tipos de encargos:
  1. Encargos Integrais (Bolsas de contracto);
  2. Encargos de comparticipações (Bolsas de cooperação);
  • Constitui encargos integrais (Bolseiros de contracto) as despesas com:
  1. Propinas;
  2. Seguro de saúde;
  3. Alimentação;
  4. Alojamento;
  5. Transportes;
  6. Preparação da tese.

Na falta dos pagamentos das propinas na alínea a), alojamento na alínea b) e seguros de saúde aos integrais, do capítulo 1º e do artigo 8º, os Bolseiros externos não assistem as aulas, não fazem as provas finais de cada semestre e depois resulta expulsões das universidades por falta dos pagamentos.

No âmbito dos atrasos dos subsídios e outros encargos que o INAGBE deve aos estudantes, já estamos desde o mês de Setembro de 2015 ate ao mês de Fevereiro do corrente ano. As propinas não pagas vão desde o ano lectivo transato, 2014/2015 e o ano lectivo 2015/2016.

Vimos por este meio solicitar os reparos e resoluções destes e de tantos outros casos que afligem muito os estudantes na Rússia.

Ciente de que o assunto exposto ao digníssimo seja atendido com muita atenção, reitera as nossas cordiais saudações.

Federação Russa, aos 12 de Fevereiro de 2016

UEA-RUSSIA

Os Presidentes das UEA/Rússia

B7-Online

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